Quadra Natalícia!
Eis que estamos novamente no Natal.
O Pai Natal e o espírito natalício fazem-se acompanhar de muita "propensão ao gasto".
Não é novo… mas a verdade é que, nem o clima de contenção verificado nos últimos anos limita a corrida aos Centros Comerciais e outras grandes superfícies.
Há que reconhecer que dar e receber é inerente à natureza humana, no entanto, é no Natal que nos lembramos (mais) de reconhecer, com presentes (ainda que simbólicos), aqueles que vão acompanhando as nossas vidas durante o ano.
Tirando o facto de termos a obrigação de transportar este espírito connosco durante o resto do ano, o certo é que esta é uma época de alegria e festa.
E dá gosto andar nas ruas.
Faro é um bom exemplo!
A conhecida Rua de Sto. António ganhou cor e movimento nas últimas semanas. O pouco movimento ao fim-de-semana deu lugar a passadeiras vermelhas, vendedores de castanhas e animadores de rua. Dá gosto andar por ali, mesmo que só a passear. Dá gosto!
Parece que as grandes superfícies são concorrência grande para o pequeno comercio, no entanto, com organização de eventos e de actividades como esta, facilmente alguém trocará um centro comercial por uma Rua de Sto. António.
De qualquer forma, a verdade é que nesta altura há lugares para todos os gostos… só o dinheiro é que não estica (apesar de os subsídios de Natal virem mesmo a calhar!).
Olhando para trás, o ano foi conturbado. O poder de compra diminuiu! O desemprego aumentou. A população mantêm-se descontente e o espírito reformador do Governo mantém-se (apesar de agora mais moderado).
A fiscalidade tem sido alvo de importantes mudanças. Nem todas elas foram as melhores, no entanto, há que reconhecer que a eficiência fiscal está melhor e só assim poderemos almejar a redução de impostos.
Défice quer dizer que "gastamos" mais do que "recebemos". E como é perceptível a qualquer pessoa que faça alguma gestão familiar, não é possível manter uma vida onde temos mais despesa que receita. Daí a importância de termos conseguido uma redução tão significativa do défice.
Não que isso signifique a solução de todos os nossos problemas. No entanto, a nossa economia está mais estável. Os empresários sabem o que podem esperar das condições económicas de médio prazo (leia-se 2 anos), e a verdade é que a confiança na economia tem aumentado (ainda que a ritmo lento).
A prenda no sapatinho que todos os Portugueses desejam é um aumento salarial acima da inflação para que as suas economias se "desafoguem".
A prenda no sapatinho que o País deseja é uma massa laboral mais produtiva para que o Produto Interno Bruto (PIB) seja maior e, consequentemente, se consigam aumentar as receitas.
Pode ser que o Natal nos traga um pouco de ambas.
Há que ter esperança e aproveitar a boleia deste espírito de alegria que se vive nesta quadra, procurando um futuro mais brilhante!
Marco Rodrigues
Economista
Postal do Algarve 20.12.2007
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