A Nova Europa
A Europa é um continente com larga história, tradições e culturas. O processo de integração tem tido como uma das suas bandeiras a união de povos diferentes, numa união que pense em todos por igual, tendo sempre em conta as especificidades de cada um.
No meu tempo de escola secundária estes e outros temas era estudados, no sentido de dar um conhecimento geral sobre o que fomos, as nossas raízes e daí partir para o futuro. Um que me veio à ideia estes dias foi o da evolução populacional.
Nessa altura estudei a evolução demográfica, como a população europeia tendia para o envelhecimento, com uma estrutura mais pesada nas camadas mais velhas. Esse facto era apontado por diversos factores, mas principalmente, pela mudança de vida das populações nos países mais desenvolvidos, com as pessoas a terem cada vez mais atenção às suas carreiras, casamentos cada vez mais tardios e consequentemente menor natalidade.
Em termos económicos este facto é visível há bastante tempo, com uma Segurança Social a ter cada vez mais dificuldades em garantir um sistema de reformas a médio e longo prazo.
Já nos meus tempos de escola se falava que a Portugal foi um país exportador de mão-de-obra, a famosa emigração, mas que o futuro seria o inverso, o da imigração. E assim foi, hoje em dia é a imigração que alimenta a necessidade do país de ter mais pessoas e uma estrutura mais nova. Pode-se discutir se essa imigração podia e devia ter sido mais criteriosa para as necessidades do país, mas que é um facto consumado não existe dúvidas.
O peso é tão importante que cerca de 20% dos nascimentos no Algarve são de filhos de imigrantes. Essa é a realidade hoje, uma realidade mais multicultural, que terá de ser uma mais valia e não o inverso.
É importante garantir uma integração cuidada. Já fomos nós quem teve de se integrar noutros países e sempre pedimos que nos aceitassem bem, agora é a nossa vez. Só assim podemos garantir que os princípios da União Europeia sejam aplicados no dia a dia, e tão importante como isso, que vivemos num país em que todos somos iguais, com os mesmos direitos, e todos Portugueses.
Alexandre Costa
Economista
Postal do Algarve 17.01.2008
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